Em entrevista à Reuters, o presidente da Azul, John Rodgerson, procurou tranquilizar o mercado ao afirmar que a companhia aérea está em uma posição financeira forte e não pretende recorrer ao “Chapter 11“. “Não temos uma empresa aérea quebrada. Temos uma empresa aérea super saudável, que vai negociar com seus parceiros”, afirmou o presidente da Azul. Ele também foi categórico ao dizer que “um pedido de recuperação judicial não é nosso plano. Não é meu plano, não é o plano dos parceiros. Estamos trabalhando em uma discussão amigável com todo mundo como sempre fizemos”.
Opções estratégicas em avaliação
Apesar do posicionamento da Azul, a Bloomberg informou que a companhia estaria em consultas com o Citigroup para explorar uma possível oferta de ações. A empresa também considera realizar uma fusão com a Gol (GOLL4) como uma estratégia para fortalecer sua posição financeira. No entanto, outra alternativa em estudo seria a emissão de novas dívidas usando a unidade de carga da Azul como garantia.
Essas movimentações ganham relevância no contexto de uma Azul que ainda lida com desafios, incluindo altos pagamentos de juros e despesas crescentes devido à desvalorização do real frente ao dólar. Além disso, a empresa enfrenta um endividamento, que aumentou para 4,5 vezes o EBITDA no segundo trimestre de 2024.
Desafios futuros
O setor aéreo no Brasil enfrenta um ambiente desafiador, especialmente após a pandemia de covid-19. Sendo assim, várias companhias aéreas na América Latina buscaram proteção contra credores. A Azul, até agora, evitou essa medida, mas a pressão aumenta conforme vencimentos de dívida se aproximam e o cenário econômico segue incerto.

