Consumo das famílias impulsiona crescimento do PIB no 2º trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou alta de 0,4% no segundo trimestre de 2025, sustentado principalmente pelo consumo das famílias, que avançou 0,5%. Apesar dos juros elevados, a taxa de desemprego manteve-se em 5,8%, enquanto o rendimento médio atingiu R$ 3.477, indicando resiliência na economia.

Por outro lado, os investimentos recuaram 2,2%, gerando preocupação sobre a sustentabilidade do crescimento. Para o especialista em finanças Pedro Brandão, sem uma retomada dos investimentos produtivos, o atual ritmo de expansão pode perder força.

Entenda por que o consumo interno tem sido peça-chave para manter a economia brasileira aquecida.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou alta de 0,4% no segundo trimestre de 2025, impulsionado principalmente pelo consumo das famílias, que cresceu 0,5%. Mesmo em um cenário de juros elevados, esse componente, responsável por 63,8% do PIB, mostrou sua força e reforçou a importância do gasto doméstico para sustentar a atividade econômica.

Força do consumo das famílias no PIB

Os dados do IBGE reforçam a relevância do consumo doméstico:

Consumo das famílias: +0,5% (63,8% do PIB)
Taxa de desemprego: 5,8%, a menor desde 2012
Rendimento médio: R$ 3.477, recorde histórico
Bolsa Família: benefício médio de R$ 671,54 a 19,19 milhões de famílias

Consumo das famílias sustenta o PIB, mas cenário exige cautela

“O consumo das famílias foi o responsável por manter o PIB em crescimento, mas isso ocorre em um ambiente de juros elevados e queda nos investimentos. É como tentar acelerar um carro em uma ladeira: o motor aguenta por um tempo, mas precisa de combustível constante”, explica Pedro Brandão, especialista em finanças.

Investimentos e gastos públicos em retração

Enquanto o consumo das famílias avançou, outros componentes da demanda interna mostraram perda de fôlego. Os investimentos recuaram 2,2%, e os gastos do governo tiveram queda de 0,6%.
A taxa Selic, mantida em 15% ao ano, tem dificultado a viabilização de projetos produtivos e limitado parte do consumo. Nesse contexto, o gasto doméstico se torna cada vez mais crucial para sustentar a economia.

Exportações ainda com impacto limitado

As exportações apresentaram leve alta de 0,7%, mas ainda não refletem os efeitos do tarifaço de 50% aplicado pelo presidente norte-americano Donald Trump, em vigor desde agosto.
Apesar do crescimento, o peso do setor externo continua pequeno diante da relevância do consumo interno, que segue como principal motor do PIB.

Risco de perda de tração na economia

O desempenho do segundo trimestre confirma o papel central do consumo das famílias no crescimento econômico do país. No entanto, Pedro Brandão alerta que, sem uma retomada dos investimentos produtivos, esse modelo pode perder força.
Se emprego e renda começarem a enfraquecer, o gasto doméstico pode não ser suficiente para manter o ritmo de expansão da economia brasileira.

Leave comment

Your email address will not be published. Required fields are marked with *.