Governança e Desenvolvimento: O Compromisso da Suframa com o Futuro da Amazônia em 2025
Por Luiz Frederico Oliveira de Aguiar Superintendente Adjunto Executivo da Suframa
Ao encerrarmos o ciclo de 2025, a sensação que prevalece na Superintendência Adjunta Executiva (SAE) é a de dever cumprido, pautada pela clareza técnica de que a gestão pública é um processo de melhoria contínua. Como bem pontuou o teórico H. Igor Ansoff, “a estratégia é uma regra para tomar decisões, um fio condutor que permite à organização a busca de seus objetivos”. Sob a liderança primordial do nosso Superintendente, Bosco Saraiva, passamos o último ano utilizando esse “fio condutor” para consolidar a Suframa como um modelo de eficiência para o Brasil.
Governança de Excelência: O Reconhecimento Nacional
O ápice de nosso esforço materializou-se com a conquista do 1º lugar em Governança e Gestão entre todas as instituições públicas federais do país. Este reconhecimento não é isolado; ele é fruto de entregas concretas, como o nosso Relatório de Gestão Integrada (RIG), que em 2025 foi o primeiro da história da autarquia a ser completamente diagramado e profissionalizado, elevando o padrão de transparência ativa.
Avançamos também na base da administração: a Gestão de Riscos. Finalizamos todos os Mapas e Planos de Riscos da Suframa, promovendo workshops para disseminar essa cultura. No campo da Integridade, aprovamos a segunda edição do nosso Plano de Integridade e aderimos ao Pacto Brasil pela Integridade Empresarial junto à CGU, fortalecendo a blindagem ética da instituição.
Atração de Investimentos e Presença Global
Uma gestão pública moderna precisa ser proativa. Em 2025, a Suframa atuou intensamente na fronteira da atração de novos negócios. Participamos de mais de dez das principais feiras nacionais, como a Hospitalar, a Eletrolar Show e a Intermodal, posicionando a Zona Franca de Manaus como o destino ideal para investimentos de alto valor agregado.
Além das fronteiras nacionais, realizamos duas missões comerciais estratégicas à China e conduzimos inúmeras reuniões com investidores internacionais interessados em nossa segurança jurídica e nos diferenciais do modelo. Esse esforço de “vender” as potencialidades da nossa região é o que garante o fôlego econômico para as próximas décadas.
ESG e o Novo Paradigma Industrial
A sustentabilidade hoje é a nossa maior vantagem competitiva. Realizamos o 2º Fórum ESG Amazônia, onde lançamos a Iniciativa ZFM+ESG, que já conta com a adesão de quase 40 empresas. Para garantir que o conhecimento técnico chegasse à ponta, promovemos treinamentos específicos em ESG para nossos servidores. Encerramos o ano com o 1º Encontro ZFM+ESG, um marco para impulsionar práticas sustentáveis em toda a região e garantir que a marca “Zona Franca de Manaus” seja sinônimo de preservação ambiental.
Integração Regional e o Fortalecimento do Setor Primário
Nossa missão foi levada além da capital. Cumprimos rigorosamente o Plano de Integração Regional e Interiorização do Desenvolvimento, visitando o interior do Amazonas e as capitais da Amazônia Ocidental e do Amapá. No Distrito Agropecuário da Suframa (DAS), realizamos a 2ª Feira do DAS, provando que o setor primário possui uma pauta positiva e vital para a nossa diversificação econômica.
Somado a isso, mantivemos a sociedade próxima através do programa Zona Franca de Portas Abertas, que levou mais de 2.700 pessoas para conhecerem de perto o rigor e a tecnologia do nosso Polo Industrial.
Capacitação Estratégica e Defesa Técnica
Idalberto Chiavenato ensina que o capital intelectual é o que diferencia as organizações bem-sucedidas. Por isso, revisamos nosso Planejamento Estratégico Institucional (PEI) e, a partir desse diagnóstico, realizamos capacitações imersivas para fortalecer nossas lideranças. Trouxemos ainda especialistas do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) para palestras sobre governança, nivelando o conhecimento interno aos mais altos padrões federais.
No plano macroeconômico, a SAE atuou com extremo rigor técnico no acompanhamento da Reforma Tributária. Elaboramos diversas notas técnicas e participamos de reuniões estratégicas para garantir a competitividade da ZFM, alertando sempre a alta governança sobre os impactos dessas mudanças na gestão e na
Sustentabilidade da autarquia.
Conclusão e Perspectivas
Embora os avanços de 2025 sejam históricos, o administrador público consciente sabe que a linha de chegada é móvel. Ainda há muito a ser feito para reduzir as desigualdades regionais e otimizar nossos fluxos. Expresso minha profunda gratidão ao Superintendente Bosco Saraiva, pelo apoio fundamental em cada uma dessas frentes, e à minha equipe na Superintendência Executiva, cujo empenho foi o motor de cada conquista.
Já iniciamos o planejamento para o próximo ano. O compromisso com a Amazônia e com a eficiência pública continua sendo nosso norte.
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