Vendas de bares e restaurantes do AM recuam 0,4% em julho, aponta Abrasel-Stone

As vendas de bares e restaurantes no Amazonas recuaram 0,4% em julho, em contraste com o desempenho nacional, que registrou avanço de 0,4% no mesmo período. Os dados fazem parte do Índice Abrasel-Stone, levantamento mensal elaborado pela Stone em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Na comparação com julho do ano passado, a retração no estado foi de 0,9%.
Entre os 24 estados analisados, sete apresentaram crescimento no volume de vendas em relação ao mesmo mês de 2023: Rio Grande do Norte e Maranhão (3,3%), Piauí (2,7%), Paraná e São Paulo (1%), Goiás (0,3%) e Roraima (0,1%).
No grupo com pior desempenho, destacaram-se Pará (-6,8%), Tocantins (-5,9%), Mato Grosso (-5,6%), Alagoas (-5%) e Bahia (-4,8%). Também tiveram queda: Rondônia (-3,4%), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (-2,9%), Pernambuco (-2,8%), Paraíba e Minas Gerais (-2,3%), Rio de Janeiro (-2,1%), Espírito Santo (-1,3%), Mato Grosso do Sul (-0,6%), Ceará (-0,5%) e Amazonas (-0,4%). Sergipe foi o único estado a permanecer estável, sem variação no período.
O indicador acompanha a movimentação do setor de alimentação fora do lar em quase todo o país, a partir da base de transações processadas pela Stone. O objetivo é oferecer um panorama atualizado do mercado e auxiliar empresários na definição de estratégias.
Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, o mês de julho refletiu o impacto das férias escolares, que trouxeram mais movimento a destinos turísticos e mantiveram o consumo em patamar positivo também nas grandes cidades. “O resultado é animador e reforça a expectativa de melhora no segundo semestre”, avaliou.
Já o economista e pesquisador da Stone, Guilherme Freitas, avalia que, apesar da recuperação observada em julho após a queda de junho, o setor ainda enfrenta um ambiente desafiador. Segundo ele, a combinação de endividamento das famílias, inflação no segmento e ritmo moderado de geração de empregos sugere que a retomada será lenta e requer cautela, sobretudo para negócios mais dependentes da renda disponível do consumidor.